É Tetra!

André Rocha e Michel Costa, os autores de É Tetra! – a conquista que ajudou a mudar o Brasil destrincham o time, os rivais, os jogos, a Copa. Também o Brasil que viu Senna partir e o real chegar. Abre o jogo, fecha aspas, levanta questões, responde dúvidas.

Vinte e quatro anos. Este foi o período que uma renomada camisa do futebol mundial ficou sem levantar uma taça da principal competição de futebol entre seleções. Na esteira disso, o período histórico e econômico instável do início da década de 1990 vivido.

Some também ao processo a perda de um ídolo nacional como Ayrton Senna e as poucas glórias nas outras modalidades esportivas – com exceção de uma medalha olímpica no vôlei, um esporte até então não tão popular.

capa_3d_e_tetraO cenário bem hostil era o pano de fundo para a campanha de Carlos Alberto Parreira e sua comissão técnica no embarque aos Estados Unidos: era o Brasil em busca da conquista da Copa do Mundo de 1994.

A tarefa parecia improvável. A maior esperança tupiniquim em território norte-americano era efetivamente Romário. O talentoso atacante vivia a melhor fase de sua carreira no Barcelona de Johan Cruyff.

No imaginário popular estavam os dois gols que o Baixinho havia marcado diante do Uruguai no Maracanã na vitória por 2 a 0 que sacramentou a classificação para a Copa. O jogo, aliás, mexeu com as emoções de um jovem. Um chute errado de Baggio nos deu o tetra.

Mas a justiça que nos faltou em 1982 sobrou em 1994. O melhor time da Copa de 1994 foi o campeão. Poderia ter jogado melhor, mais bonito, mais solto, mais ousado, mais brasileiro o time de Romário e Bebeto. Mas, talvez, teria perdido a força, fatos e feitos. Para não arriscar o tetra, Parreira optou por arriscar pouco. Deu certo.

André  e Michel são Romário e Bebeto. Têm ótima retaguarda e conhecimento de causa para analisar friamente (mas sempre com a necessária paixão) uma Seleção que fez história. Um campeão que sempre vai se discutir.

Os autores

André Rocha é carioca, blogueiro do UOL e colunista do site Grande Área. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil e Esporte Interativo. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte.

Formado em Administração pela UFSJ no período em que o Brasil finalmente derrotou o monstro da inflação, Michel Costa conheceu o futebol através de um grande clube carioca, mas teve o despertar dessa paixão provocada pela Seleção Brasileira e os gols arrebatadores de Romário contra o Uruguai em 1993. Gols que levaram a Seleção à Copa do Mundo e, em seguida, ao sonhado tetracampeonato mundial nos Estados Unidos. Hoje, enxerga a camisa amarela como se fosse a do próprio time do coração.

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