Entrevista com Caroline de Barba

Caroline de BarbaNuma destas curvas tortas que a vida faz, Caroline de Barba se formou em Administração com Comércio Exterior. Depois de 30 dias peregrinando por Santiago de Compostela, ela colocou sua vida no rumo certo e se formou em Educação Física. Desafiada pela carreira docente, fez uma pós-graduação em Educação. Hoje leciona educação física na rede estadual de Santa Catarina e nos momentos de folga trabalha como condutora de cicloturismo na região onde mora. Ela é  tão apaixonada por bicicletas que faria isso de graça!

Como surgiu o seu interesse por esportes?

Sempre fui uma pessoa ativa e inquieta por natureza. Na infância experimentei muitas modalidades esportivas. Mas foi “amor a primeira vista” quando fiz minha primeira trilha de bicicleta há 20 anos atrás. O ciclismo entrou na minha vida para nunca mais sair. A bicicleta virou um estilo de vida para mim. Uma paixão que compartilho com todos a minha volta e que vem moldando minhas escolhas desde então.

Quais livros que você já escreveu?

Eu já escrevi cinco livros. Todos contam minhas aventuras por esse mundão lindo de Deus. São três sobre Cicloviagens (Cicloviagens 2013; Cicloviagens 2014; Cicloviagens 2015 e 2016). Nesses livros narro os perrengues e alegrias de viajar em uma bicicleta. Tenho um livro sobre a aventura de subir o Monte Roraima a pé com meu marido, sem o mínimo de preparo para isso, chamado “Uma Desventura nas Montanhas”. E tenho um livro intitulado “Mochilando pela Bolívia e Peru” onde descrevo minha infeliz ideia de ir até a terra dos incas por via terrestre. Uma viajem que passaria pelo temível trem da morte e que deveria culminar da famosa trilha inca.

Quais as maiores dificuldades que você encontrou quando estava escrevendo?

Achar as palavras certas e deixar a narrativa leve e fluida sempre foi uma preocupação. Eu gostaria que o leitor sentisse que alguém estava contando uma história para ele. A falta de uma trama por trás da história incomodou alguns de meus amigos- leitores, que sugeriram criar um suspense fictício na narrativa. Mas isso seria fugir demais do meu propósito e me distanciar do tipo de literatura que mais adoro: aventuras reais. E claro, ler dez vezes a mesma coisa e passar dez vezes por cima do mesmo erro.

Por que a opção de publicar de forma independente?

Sempre gostei de ler. Escrever um livro sempre foi um sonho. Ainda criança, sentei várias vezes na frente do computador para escrever um livro. Nunca passei da primeira página. Eu não tinha nada para contar! Procurando livros de aventuras reais na internet encontrei um site de autores independentes e pensei: “Por que não?”. Experimentei e gostei. Como não sou jornalista não teria coragem de publicar de outra forma.

Você acha importante uma aproximação maior entre leitores e autores? O que acha da ideia dos leitores conhecerem os livros a partir dos autores?

Com certeza! Meus maiores leitores são meus amigos! Conhecer os livros a partir dos autores é algo que já acontece comigo. Muitas pessoas que já pedalaram comigo querem ler meus livros porque me conhecem.

Algum novo projeto em andamento?

Tenho dois projetos em andamento. Um sobre minha árdua peregrinação pelo Caminho de Santiago de Compostela. E outro sobre minha louca viagem pela Chapada Diamantina com minha irmã gêmea.

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