Entrevista com Fernando Galuppo

Fernando GaluppoJornalista, Fernando Galuppo trabalhou por dois anos no caderno de esportes do Jornal Agora São Paulo – do Grupo Folha – com destaque para a cobertura de duas Copas do Mundo, em 2010 na África do Sul e 2014 no Brasil.

No Clube Atlético Juventus trabalhou como assessor de imprensa exclusivo do departamento de futebol profissional e também na Sociedade Esportiva Palmeiras como assessor de imprensa de 2006 a 2013.

Coordenou junto com uma equipe de trabalho o Processo de Revitalização do Salão de Troféus do Verdão, catalogando e recuperando cerca de 9 mil troféus, além de documentos históricos.

Parte ativa da juventude ítalo-brasileira, por seus serviços prestados à comunidade italiana, recebeu homenagem na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em sessão solene, em novembro de 2010, sendo diplomado por esse poder.

Participou como colaborador de inúmeras publicações esportivas e também na produção dos filmes que retratam a história do Palmeiras: Um Craque Chamado Divino (2006) e Primeiro Tempo (2011), além do programa de rádio “Verde que te quero Verde”, produzido pela Rádio Cultura. Entre tantos outros projetos nas áreas do esporte e comunicação.

Participou como colaborador, fonte e pesquisador dos cadernos especiais, revistas, vídeos e áudios que retrataram o Centenário da Sociedade Esportiva Palmeiras, no ano de 2014.

Quais os primeiros passos de sua relação com o futebol?

Nasci numa família que nutria uma paixão esportiva. Minha infância foi ligada ao esporte, tanto como praticante quanto espectador das mais variadas modalidades, em especial o futebol. Cresci com meu pai e familiares indo aos estádios de futebol e frequentando clubes esportivos. Daí essa relação visceral e apaixonante ao longo de toda a minha existência.

Por que o futebol desperta tanto interesse e exerce tanta influência no dia a dia das pessoas?

Acredito que pelas suas regras simples, pelo senso de competição inato nas pessoas, pela linguagem universal que ele transmite, pela história e tradição que está por trás dele, pelo simbolismo e cultura que ele representa, pelos heróis e craques que orbitam esse universo, pelos clubes que fomentam a sua pratica, pela unidade e senso de pertencimento que ele exerce. Enfim, há uma série de fatores que podem responder essa pergunta.

Como surgiu a ideia de escrever livros?

Unir duas paixões: literatura e esporte. Além de colocar no papel e dividir com as pessoas livros que gostaria de ler, mas que não haviam sido escritos.

Quais livros você já publicou?

“O Time do Meu Coração”, “Morre Líder, Nasce Campeão!”, “Glórias de um Moleque Travesso”, “Palmeiras Campeão do Mundo 1951”, “Alma Palestrina”, “Sociedade Esportiva Palmeiras 1993” e “Parque dos Sonhos”.

Dentre os escritos, um não está ligado ao seu clube de coração. O que o levou a escrever “Glórias de um Moleque Travesso”?

Tenho uma ligação com o bairro da Mooca e também com o Clube Atlético Juventus. Meus familiares estiveram ligados ao clube e ao bairro. Cresci vendo jogos do Juventus na rua Javari e convivendo na Mooca. Frequento assiduamente o local. Ali fiz e tenho amigos. Tem raízes italianas. Enfim, tudo me liga ao clube grená. Nada mais justo que retribuir todo o carinho que sinto pelo clube numa obra, afinal em quase 100 anos de vida o Juventus nunca havia tido a sua linda história registrada num livro. E tê-lo feito junto a dois amigos queridos, Angelo Agarelli e Vicente Romano, foi uma honra muito grande. Preservar a memória e a tradição desse importante clube esportivo com o primeiro livro que retrata a sua vida foi uma forma de gratidão a tudo o que ele representa na minha existência e de gente querida com as quais convivi.

Quais as maiores dificuldades que você encontra quando está escrevendo?

As dificuldades maiores que tive foram após a elaboração da obra. Todo o processo de pesquisa e edição de conteúdo são extremamente prazerosos. O que é frustrante é a relação com certas editoras. Tive muitas decepções apenas nessa fase de confecção dos meus trabalhos. Pessoas que desrespeitam acordos, não cumprem o que tratam e são oportunistas. Essa burocracia é o que mais me incomoda e limita com que outras obras possam surgir. Chega a desanimar.

 

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