Entrevista com Gustavo Hofman

Gustavo HofmanJornalista, formado em 2002 pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com pós-graduação em Comunicação e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero, Gustavo Hofman nasceu em Belo Horizonte, passou por São Carlos e cresceu em Campinas. Trabalha em São Paulo.

É apaixonado por futebol – jogado no Brasil ou no mais remoto local. Sempre se importou com as histórias contadas por esse esporte. É conhecido pelo profundo conhecimento de campeonatos de países com menos visibilidade, como Ucrânia e Rússia. Nunca negou predileção pelo chamado futebol alternativo.

Antes de ser jornalista, jogou basquete pela Sociedade Hípica e pelo Tênis Clube, ambos de Campinas, tendo disputado os campeonatos paulistas da base entre 1994 e 1998. Começou a carreira em sites e revistas customizadas. Já como repórter, ingressou no jornal Folha de S. Paulo e pouco tempo depois foi contratado pelo portal Terra, exercendo a mesma função. Em 2005 foi editor do site e repórter da revista Trivela. Desde 2011 é comentarista dos canais ESPN.

Como começou sua relação com o esporte?

Desde criança! Sempre fui apaixonado por esportes. Brinco que o futebol é o meu esporte de arquibancada e o basquete de quadra. Frequento estádios de futebol desde sete anos e jogo basquete desde 11, fui federado e voltei a jogar adulto. Pensei em fazer educação física, mas optei pelo jornalismo e, naturalmente, segui carreira no esporte.

Além dos deliciosos textos, a obra tem muitas fotos. Como surgiu a ideia de escrever “Quando o futebol não é apenas um jogo”?

Depois de tanto viajar, conhecer histórias, pesquisar muito, ler demais e traduzir isso em textos na época em que trabalhei na Trivela.com, resolvi transformar minhas experiências com o mundo alternativo do futebol em livro. O que mais me atrai no futebol são as histórias.

Seu livro “Amor, sexo e traição nas Copas” saiu apenas em eBook. Alguma razão especial?

Escrevi em parceria com o Leonardo Bertozzi e foi uma opção da editora, visando a Copa do Mundo no Brasil também.

Após a cobertura da Copa de 2014, você lançou “40 dias com a campeã do mundo”. Apesar de ser uma Copa um pouco traumática para os brasileiros, o seu livro foi muito bem recebido pelo público. Como foi o seu dia-a-dia com a seleção campeã do mundo? E como surgiu a ideia de transformar a cobertura num livro?

O dia a dia na cobertura da seleção alemã foi muito intenso. Trabalhava do momento em que acordava até a hora de dormir. Entradas ao vivo, coletivas, treinos, muitas viagens… e o blog. Quando decidi transformar a cobertura em diário para o site da ESPN, surgiu a ideia de escrever um livro caso a Alemanha ficasse com o título. Deu certo.

O mercado editoral brasileiro para os livros esportivos não é muito grande, mas você lançou três livros e todos alcançaram sucesso. Algum segredo para fazer livros tão diferentes entre si e que agradem o público?

O mercado editorial esportivo precisa ser mais explorado no Brasil. Temos grandes autores, excelentes obras e público interessado em consumir. Não há segredo, basta escrever com qualidade e dedicação.

Como você o enxerga o mercado para os livros esportivos? O tratamento dado a ele mudou ao longo dos anos?

Sim, tem mudado e melhorado demais no Brasil. Como disse, ainda há espaço para crescimento, mas aos poucos o preconceito que existia está acabando por causa da qualidades das obras.

Muitos leitores acham que os autores são pessoas diferentes, mas ao longo das entrevistas, percebe-se que, na maioria das vezes, são pessoas que possuem uma profissão e escrevem seus livros em horários alternativos. É assim também com você?

Exatamente assim. Os meus livros escrevi nas madrugadas, nos horários em que a família permitia!

Algum novo projeto previsto para 2017?

Para este ano não, mas quem sabe surge algo… Para 2018 tenho um projeto bem legal sobre basquete, mas aí a gente deixa para contar mais para frente.

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