O artilheiro que não sorria

O artilheiro que não sorriaQuarentinha era um craque. Um goleador. O maior da história do Botafogo. E como se não bastasse, possuía um canhão nas duas pernas, para desespero dos goleiros de sua época. Durante um ano e meio, Rafael Casé fez um intenso trabalho de reconstituição dos 62 anos de vida pessoal e profissional de Quarentinha. Entrevistou parentes, amigos ex-companheiros, pesquisou documentação em Belém do Pará, Salvador, Rio de Janeiro, Santa Catarina e até na Colômbia, onde o craque jogou. Fez parte do melhor time alvinegro de todos os tempos. Atuava ao lado de Nilton Santos, Didi, Garrincha, Amarildo e Zagallo.

Nas páginas de O artilheiro que não sorria você vai conhecer, através da trajetória deste paraense que brilhou mundo afora com a bola nos pés, a história de tantos outros jogadores que viveram um período romântico do futebol brasileiro. De acordo com os registros, pela Seleção a média foi de quase um gol por partida e pelo Alvinegro, 313 gols em cerca de 450 partidas. Hoje, certamente seria chamado de fenômeno. A história desse jogador, Waldir Cardoso Lebrego, que foi conhecido mundialmente por Quarentinha, apelido derivado de seu número na lista de chamada da escola em que estudava quando aprendeu o bê-a-bá. “Passa a bola para mim, Quarenta”. “Cruza, Quarenta”, era o que os colegas pediam nas peladas em Belém, no Pará.

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